segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Das felicidades e Neosaldinas



É final do dia de um feriado de sete de setembro, em plena segunda-feira. Feriado prolongado, cansaço prolongado. Meu corpo dói. Hoje pela manhã, um Buscopan para abrir o dia, colocar a dor de cabeça de lado, e seguir em frente. Tensão, vários “cinco minutos de concentração” aprendidos na yoga (que pretendo voltar em breve) para tentar “parar para respirar”... Não tem sido fácil. O dia foi acontecendo, meus olhos pesados, dor na nuca. Pensei: seria a pressão? Não era. Aferi com aquele aparelho portátil, meu companheiro de bolso. Dor na coluna, dor nos braços, um bolo no estômago de quem come em pé e mastiga correndo. Meus dentes também estão doendo... Deve ser reflexo da dor de cabeça. Sinto-me cansada, mas não existe remédio para cansaço, tomo outro para dor, desta vez uma Neosaldina. Final do dia a luz da TV e da sala pareciam raios cegadores. A fotofobia estava a mil, ok... Ok... É a enxaqueca... mas não é. É cansaço. É dor. É cansaço.

Agora vai dar onze da noite, a “Neuza” já fez algum efeito, o fim de semana prolongado chega ao fim e amanhã os trabalhos recomeçam. As dores e o cansaço idem. Só que aliado a isso, tenho um repertório para decorar de uma prova de banca com datas já marcadas, produções a fazer, coisas e mais coisas...

Pareço muito, mas muito doente...

Mas sou apenas mãe de dois bebês. E amo muito tudo isso. Vou dormir como se um trator tivesse passado por cima de mim e isso já tem uns dois anos, mas nunca, veja que coisa, nunca passei dias e noites mais felizes.

Quando me diziam o quanto é difícil ser mãe, eu acreditava. Só que é MUITO mais difícil. A maternidade não é fácil mesmo, o cansaço é infinito, as preocupações idem... o mundo parece cada vez pior e o futuro dos pequenos nos deixa com ansiedade entornando por todos os lados. Vejo a maternidade dentro de um contexto realista e... Esqueci o que ia escrever.

Provavelmente tive algum erro de Português por aqui e as idéias não estão concatenadas. Mara, revisa pra mim depois? Que minha mente está fazendo download...

Vou tomar mais um remédio e vou dormir. E feliz. De uma felicidade que só entende quem é mãe, de quem sente as dores no corpo por conta de cuidados com o pequeno ser amado.

A gente padece no paraíso, mas padece feliz! E viva a “Neuza”!

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