Não irei discorrer aqui sobre os ônus e os bônus de se pertencer a um grupo religioso. Não irei mencionar o quão equivocadas algumas pessoas são, pois para elas, elas são o centro do mundo, a verdade gira em torno delas, seus julgamentos são o mais próximo da perfeição, então a verdade bíblica é apenas um tema de oratória, poderiam estar recitando até a tabela periódica que tanto faz, seus egos é que importam. A Bíblia para essas pessoas é uma revista da Avon, que elas usam segundo o que querem, por conveniência, por ostentação do nada que elas têm.
Vou tentar falar de mim. Eu que acabei de sair de um grupo do WhatsApp por uma série de mal entendidos e sentimentos, por parte de alguns, de muita santidade e muita espiritualidade. Um grupo cuja proposta é genuína e abençoadora, mas composto por tanto pajé e cacique donos da verdade, que até agora ninguém sabe o que é a verdade de verdade.
Nenhuma novidade debaixo do sol até aí. Só que eu, um ser absolutamente ingênuo para algumas coisas, ao mesmo tempo um ser excêntrico, hiperbólico, extravagante, sou também um ser absolutamente sensível, cheia de paixão.
Eu errei em tentar me aproximar. Eu errei em querer ser amiga de algumas pessoas. Eu realmente quis, sabe? Falhei por ter sido eu mesma e ser autêntica, no meu caso, parece um defeito, não uma qualidade. Sim, porque autenticidade deveria ser uma coisa boa, mas é apenas mais uma forma de isolamento. Ser verdadeira até onde se pode afasta as pessoas. Então eu me pergunto se vale mais ter opinião ou ter amigo. Acho que é ter amigo, mas isso é só minha opinião.
O resumo da ópera é que estou triste, sobretudo comigo mesma. Sinto que falhei. Porque eu tenho essa necessidade inexplicável de colocar os pingos nos is e abordar sobre os devaneios religiosos de gente que adora um único deus: ele mesmo. Se eu conseguisse me calar, fazer cara de paisagem, ter o dom de deixar entrar por um ouvido e sair pelo outro, talvez eu tivesse mais amigos. Mas a aula da EBD de como fazer cara de paisagem na Igreja eu faltei.
Minha melhor amiga mora no Rio, não posso estar com ela sempre.
Já aqui, juro que tentei. E pq? Porque adoro amizade, companheirismo, servir o próximo, mas odeio não conseguir conviver à base de cara de paisagem. Tem comprimidos para isso?
Alguém mais aqui sofre desse mal que é um sentimento absurdo de inadequação?
E de solidão?
Jesus, acende a luz!
Primavera, verão, outono, inverno e pensamentos de duas mulheres escrevendo sobre a vida, atualidades, filosofias, heresias e até segredos. Os publicáveis, claro.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Das felicidades e Neosaldinas
É final do dia de um feriado de sete de setembro, em
plena segunda-feira. Feriado prolongado, cansaço prolongado. Meu corpo dói.
Hoje pela manhã, um Buscopan para abrir o dia, colocar a dor de cabeça de lado,
e seguir em frente. Tensão, vários “cinco minutos de concentração” aprendidos
na yoga (que pretendo voltar em breve) para tentar “parar para respirar”... Não
tem sido fácil. O dia foi acontecendo, meus olhos pesados, dor na nuca. Pensei:
seria a pressão? Não era. Aferi com aquele aparelho portátil, meu companheiro
de bolso. Dor na coluna, dor nos braços, um bolo no estômago de quem come em pé
e mastiga correndo. Meus dentes também estão doendo... Deve ser reflexo da dor
de cabeça. Sinto-me cansada, mas não existe remédio para cansaço, tomo outro
para dor, desta vez uma Neosaldina. Final do dia a luz da TV e da sala pareciam
raios cegadores. A fotofobia estava a mil, ok... Ok... É a enxaqueca... mas não
é. É cansaço. É dor. É cansaço.
Agora vai dar onze da noite, a “Neuza” já fez algum
efeito, o fim de semana prolongado chega ao fim e amanhã os trabalhos
recomeçam. As dores e o cansaço idem. Só que aliado a isso, tenho um repertório
para decorar de uma prova de banca com datas já marcadas, produções a fazer,
coisas e mais coisas...
Pareço muito, mas muito doente...
Mas sou apenas mãe de dois bebês. E amo muito tudo isso.
Vou dormir como se um trator tivesse passado por cima de mim e isso já tem uns
dois anos, mas nunca, veja que coisa, nunca passei dias e noites mais felizes.
Quando me diziam o quanto é difícil ser mãe, eu
acreditava. Só que é MUITO mais difícil. A maternidade não é fácil mesmo, o
cansaço é infinito, as preocupações idem... o mundo parece cada vez pior e o
futuro dos pequenos nos deixa com ansiedade entornando por todos os lados. Vejo
a maternidade dentro de um contexto realista e... Esqueci o que ia escrever.
Provavelmente tive algum erro de Português por aqui e as
idéias não estão concatenadas. Mara, revisa pra mim depois? Que minha mente
está fazendo download...
Vou tomar mais um remédio e vou dormir. E feliz. De uma
felicidade que só entende quem é mãe, de quem sente as dores no corpo por conta
de cuidados com o pequeno ser amado.
A gente padece no paraíso, mas padece feliz! E viva a “Neuza”!
Ela
A parte séria da vida levanta a mão, pede a palavra, me espera na porta da sala. E eu, dia após dia, ignoro, finjo que não vi, passo reto... E assim adquiro um novo hábito: esqueço de pagar as contas, as pessoas... A parte séria da vida, então, ri, vitoriosa, ao me ver em meio a juros, multas e mora. Mas, uma fez feitos os cálculos, eu penso: que importa? E prossigo o caminho, do mesmo jeito... Até a próxima.
Namoro
Dei sete voltas em torno da estátua do elefante pedindo um namorado. Diz a superstição que assim é que funciona: sete voltas, desejo realizado.
Faz muito tempo que não sei o que é ter um namorado. Tanto tempo quanto fiquei namorando, de fato.
Mas namorado tá difícil. Ao menos é o que dizem -- e o que eu também desconfio (ou acho).
Mas será que eu queria mesmo um namorado? Namorado também dá um trabalho... E quando eles vão embora, nossa... A vida fica uma bagunça.
Melhor deixar tudo organizado. Pena que tudo muito organizado fica chato.
Tem o risco de arrumar um par que não combina.
Já viu quantos casais esquisitos tem por aí?
#frionaespinha
Faz muito tempo que não sei o que é ter um namorado. Tanto tempo quanto fiquei namorando, de fato.
Mas namorado tá difícil. Ao menos é o que dizem -- e o que eu também desconfio (ou acho).
Mas será que eu queria mesmo um namorado? Namorado também dá um trabalho... E quando eles vão embora, nossa... A vida fica uma bagunça.
Melhor deixar tudo organizado. Pena que tudo muito organizado fica chato.
Tem o risco de arrumar um par que não combina.
Já viu quantos casais esquisitos tem por aí?
#frionaespinha
Ócio criativo
Estava eu no auge de minha carreira solo como mãe de duas crianças, entre fazer uma mamadeira e guardar os brinquedos espalhados pela casa, quando me dei conta de que, ó céus, minha mente estava prestes a explodir de palavras acumuladas! Preocupada com o estrago que tal explosão iria causar, com o fato de que a Dilma iria levar mais esta culpa, com o dólar que só sobe e com o preço da Nutella que está impraticável, decidi voltar a escrever. Ou pelo menos tentar.
Como mulher é um ser estranho, que chama a amiga para acompanhá-la ao banheiro em toda festa, um ser que jura começar a fazer caminhadas para melhorar o condicionamento físico e sempre chama a vizinha para dar aquela animada, bom, convidei minha amiga Mara para escrever comigo. Então é quase como os dois exemplos que eu disse aqui em cima, é algo tipo fofoca de banheiro feminino misturado com uma boa caminhada. Para onde? Saberemos juntos.
Apresentaremo-nos em breve.
Boa madrugada que hoje é sete de setembro e tenho umas "paradas" para resolver. (péssimo trocadilho)
Como mulher é um ser estranho, que chama a amiga para acompanhá-la ao banheiro em toda festa, um ser que jura começar a fazer caminhadas para melhorar o condicionamento físico e sempre chama a vizinha para dar aquela animada, bom, convidei minha amiga Mara para escrever comigo. Então é quase como os dois exemplos que eu disse aqui em cima, é algo tipo fofoca de banheiro feminino misturado com uma boa caminhada. Para onde? Saberemos juntos.
Apresentaremo-nos em breve.
Boa madrugada que hoje é sete de setembro e tenho umas "paradas" para resolver. (péssimo trocadilho)
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